terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Loja Maçônica Calixto Nóbrega e os seus Veneráveis Mestres


A Loja Maçônica Calixto Nóbrega nº 15 (por ter sido a décima quinta loja maçônica filiada a Sereníssima Grande Loja Maçônica da Paraíba), foi fundada em Sousa, em noite chuvosa do dia 19 de dezembro de 1952, segundo o Ir.: Lauro Mariz (data em que recebeu a sua Carta Constitutiva), tendo completado 58 anos de existência em dezembro próximo passado.
Por que o nome Calixto Nóbrega?
O Ir.: José Calixto da Nóbrega junto com o Ir.: Augusto Simões   foram os principais articuladores no estado, da criação da Grande Loja da Paraíba quando ocorreu o rompimento definitivo com o Grande Oriente do Brasil em nível nacional no dia 17 de junho de 1927.
Na época, o Ir.: José Calixto da Nóbrega, era Venerável Mestre da Loja Maçônica “Regeneração do Norte” em João Pessoa, por sinal, única Loja a trabalhar no Rito Escocês Antigo e Aceito. Calixto da Nóbrega aceitou em participar da fundação da Grande Loja da Paraíba, por movimento nacional liderado pelo Ir.: Mário Behring, ex-Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Então a denominação da Loja Maçônica Calixto Nóbrega poderia ser Calixto da Nóbrega, com “da” porque sem nenhuma dúvida, o nome da oficina sousense foi em  homenagem ao Ir.: José Calixto da Nóbrega, o principal instituidor da Grande Loja da Paraíba.
A história da Loja Maçônica Calixto Nóbrega foi construída pela sociedade sousense, por todos os seus obreiros e pelos seguintes Ir.: Veneráveis Mestres, com as respectivas profissões e períodos de veneralato:
Ir.∙. Aurealino Braz - contador - 53/54
Ir.∙. Antonio de Almeida – gerente da Sanbra – 54/55
Ir.∙. Francisco da Chagas de Morais – Chico Morais – Agente Fiscal – 56/59
Ir.∙. José Barbosa de Albuquerque – agente Fiscal – 59/61
Ir.∙. Francisco Gonçalves da Silva – agente fiscal e ex-prefeito de Sousa – 61/62
Ir.∙. Antonio Marinho Correia – Dr. Marinho – odontólogo – 62/63
Ir.∙. José Maria da Silveira – agropecuarista – 63/64
Ir.∙. Severino de Sales Alves – gerente da Sanbra - 64/65
Ir.∙. Lauro Nobre Mariz – comerciante – 65/66
Ir.∙. José Gadelha Camarão – farmacêutico - 66/69
Ir.∙. Francisco Alves de Sousa – comerciante/ourives -69/70
Ir.∙. Antonio Hermes Gomes Pereira – militar – 70/71
Ir.∙. Jaime Meira Fontes – comerciante – 71/72
Ir.∙. Constantino Almeida de Alencar - bancário – 72/73
Ir.∙. José Estrela de Abrantes – bancário/BNB - 73/74
Ir.∙. Francisco Pereira Gadelha – tabelião – 75/76
Ir.∙. Eliezer Cavalcante – comerciante - 76/79
Ir.∙. Raimundo Pereira de Oliveira – advogado e professor universitário - 79/81
Ir.∙. Francisco Ferreira Sobrinho – odontólogo – 81/85 e 86/88
Ir.∙. Petronilo Pereira Filho – bancário do BNB – 85/86
Ir.∙. Misael Fernandes Neto – médico - 88/89
Ir.∙. José Soares Coelho - servidor público federal – 90/91
Ir.∙. Manuel Marcelli Sena – médico – 93/94
Ir.∙. Maurício Abrantes Soares – tabelião – 95
Ir.∙. Walmir Sabino de Matos –  comerciante - 96
Ir.∙. Manoel Pereira de Alencar – promotor de justiça e professor universitário – 97/98
Ir.∙. Olegário Francisco Pereira – servidor público estadual – 98/2001
Ir.∙. Eduardo Jorge Pereira de Oliveira – advogado e professor universitário – 2001/2003
Ir.∙. Virgílio Pinto de Aragão Neto – bacharel em direito e comerciante – 2003/2004
Ir.∙. Pedro Roberto Casimiro de Lima – empresário comercial – 2005/2007
Ir.∙. Francisco Moreira Sobrinho – Chico Moreira – agropecuarista e empresário comercial – 2007/2009
Ir.∙. Emannuel Abrantes Sarmento – servidor público estadual - 2009/2011

Em relação aos períodos de veneralato estão corretos os tempos de exercício. A questão é interna.
João Marcelino Mariz
advogado

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conversar com Deus

 
Para conversar com Deus, primeiramente temos que fazer silêncio, tanto fora quanto dentro de nós, ... isso quer dizer que temos acalmar nosso corpo, mente, coração e alma, todo o nosso ser, tentando ao máximo esquecer dos nossos problemas, pois Deus sabe deles, Ele sabe do que realmente precisamos e o que estamos passando na vida...
 
Aí, temos que ficar de joelhos naquele silêncio, apenas à espera de que Ele cheque a tocar nosso coração, e quando Ele chega, começa a conversar, acredite, Ele conversa com a gente, através do coração... você vai ver... faça isso, é uma Paz enorme que se sente, um alívio na mente, como se um peso fosse retirado, passa até a respirar melhor...

Mas Deus não está em todos os lugares?

É claro que sim, Ele está sempre conosco, somos um, Ele jamais nos abandona! O Problema é que ficamos tão preocupados com os nossos problemas, reais e psicológicos, que Deus apenas ouve o que estamos falando, pedindo, pensando, reclamando... Mas quando dizemos um "basta" para os nossos problemas, e ficamos calmos, quietos, em silêncio mental, físico, e espiritual, Ele conversa com a gente...


Não tenha medo, Ele te entende, Ele te conhece....
Deus te Ama!!!

Pio IX - O Papa "Negro" na Maçonaria...

 
Um Papa na Maçonaria
Dentre os Papas, Pio IX destacou-se pelo ódio anticristão contra a Maçonaria.
Mostrou-se rancoroso contra a Instituição depois de Papa.
Pio IX chamava-se Giovanni Ferreti Mastai. Ele foi Maçon, tendo pertencido ao quadro de obreiros da Loja Eterna Cadena, de Palermo (Itália).
 Sob o número 13.715 foi arquivada, em 1839 na Loja Fidelidade Germânica, do Oriente de Nurenberg uma credencial de que foi portador o Irmão Giovanni Ferreti Mastai, devidamente autenticado, com selo da Loja Perpétua, de Nápolis.
Como Irmão, como Maçon, Giovanni Ferreti Mastai foi recebido na Loja Fidelidade Germânica.
O Irmão Ferretti nasceu em 1792. Passou dois anos no Chile, servindo como secretário do vigário apostólico Mazzi; foi Arcebispo de Spoleto em 1827, bispo de Imola em 1832 e foi elevado a Cardeal, em 1840, e eleito Papa em 1846.
Confrontando- se as datas, verifica-se que, em 1839, quando o Irmão Ferretti foi fraternalmente recebido na Loja Maçônica na Alemanha, já era Bispo.
 Ascendendo a Papa, Giovanni Ferretti Mastai traiu seu Juramento, feito em Loja Maçônica, com a mão sobre o Livro da Lei e honrou a Maçonaria com o seu ódio, culminando com a publicação, em 08 de dezembro de 1864, do Syllabus, e em que amontoou todas as bulas papais e encíclicas contra a Maçonaria, de que fizera parte.
A Loja Eterna Cadena, filiada à Grande Loja de Palermo, em 26 de março de 1846 considerando o procedimento condenável do Irmão Giovanni, resolveu expulsá-lo como traidor, depois de convocá-lo para defender-se. Sua expulsão foi determinada por Victor Manuel, Rei da Itália e de toda a Península e Grão-Mestre da Maçonaria da Itália, que decretou mais tarde, em 1865 sua expulsão da Ordem por ter excomungado todos os membros da Maçonaria. Sua expulsão pelo Rei italiano e Grão-Mestre foi classificada como Perjuro.
A Igreja Católica sempre tem procurado ocultar este episódio.
Pio IX que tão ferozmente investiu contra os Maçons, sobretudo os da Itália, foi feito prisioneiro em 20 de setembro de 1870, pelos patriotas que lutavam e conquistaram a Unificação Italiana, tendo à frente vários Maçons inclusive, entre eles: Garibaldi, Mazzini, Cavour, Manzoni e outros.
Apesar de feroz inimigo da Maçonaria, que traiu, Pio IX foi tratado com consideração pelos Maçons, seus aprisionadores. Viram nele o antigo Irmão transviado e, embora fosse ele um Perjuro, prevaleceu o Princípio Sagrado de Fraternidade.
Foi belíssima a lição de amor ao próximo, dada pelos Maçons ao Papa Pio IX.
Em conseqüência da bula Syllabus de Pio IX, contra a Maçonaria, é que surgiu no Brasil, a rumorosa Questão dos Bispos, também denominada Questão Epíscopo-maçônica, quando Dom Vital, Bispo de Olinda, e Dom Antonio Macedo, Bispo do Pará, pretenderam que o Syllabus se sobrepusesse às Leis Civis Brasileiras, exigindo que as Irmandades religiosas eliminassem do seu seio os numerosos Maçons católicos que a compunham.
 As Irmandades reagiram e recorreram à Justiça, tendo tido ganho de causa. Os Bispos não acataram a decisão da Justiça.
 Foram julgados e condenados a quatro anos de prisão, com trabalho forçado.
 Um ano e pouco depois o Duque de Caxias, Maçom, então Presidente do Ministério do Segundo Império, anistiou-os.

Caríssimos Irmãos, este é mais um episódio maçônico que deve ser divulgado!  

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

VIGÁRIO BARTOLOMEU – O PADRE MAÇOM

Meus irmãos, em estudo aos assuntos de nossa Ordem, encontrei esse belo exemplo de Maçom.
Que orgulho de ser Maçom.
Abraço; Cid Guimarães.'.

Segue na íntegra como no site


VIGÁRIO BARTOLOMEU – O PADRE MAÇOM
Olinda era centro de elevada cultura humanística. Inegavelmente era a fonte de cultura do Nordeste
Klebber S Nascimento
08.05.2010
Bartolomeu da Rocha Fagundes (filho) – o Vigário Bartolomeu – abrigou durante a vida duas importantes e paradoxais comendas: a de Cavaleiro da Ordem de Cristo outorgada pelo Trono Imperial (influenciada pela Santa Sé) e a de Cavaleiro Kadosch, conquistada ao atingir o Grau 30 da Maçonaria, o último dos Graus Filosóficos, através de uma iniciação. Comendas originárias de Ordens completamente diferentes, porém com características comuns de merecimento: o desprendimento do agraciado para se dedicar inteiramente à defesa dos indefesos – ainda que esses fossem reis ou vagabundos; por seu profundo amor à Pátria. Amor à humanidade. Por sua imaculada honra e absoluta descrição; suprema lealdade (até para os desleais). Combate sem tréguas aos usurpadores dos direitos mínimos do povo (os direitos fundamentais do homem). Imenso amor à Liberdade. Vigário Bartolomeu Fagundes: és honra e glória da nacionalidade brasileira.
Foi assim, filho de maçom, sacerdote, político e maçom. Bartolomeu da Rocha Fagundes nasceu em 8 de setembro de 1815, em Vila Flor, depois município de Canguaretama, na Província do Rio Grande do Norte. Ainda na adolescência veio com os pais residir na cidade de Natal em virtude de transferência do Cartório gerido por sei pai, tabelião  Bartolomeu da Rocha Fernandes (o Velho). Concluído o curso primário, o jovem Bartolomeu foi para Olinda, Pernambuco, estudar no grandioso Seminário local.
Olinda era centro de elevada cultura humanística. Inegavelmente era a fonte de cultura do nordeste. Para lá migraram nomes do cenário nacional.
O percurso entre natal e Olinda em “lombo de mula” levava cerca de uma semana, atravessando praias, areias, dunas e demais óbices inerentes à região, com pernoites, às vezes, em precários acampamentos artesanalmente montados.
Correm os anos e em 1839 o jovem Bartolomeu recebe as ordens de presbítero pelas mãos do bispo diocesano de Olinda e segue para a sua paróquia natal (Vila Flor) onde reza a sua primeira missa. Mas foi na Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, que exerceu seu magistério, onde em 20 de novembro de 1834 foi nomeado Vigário Colado, após aprovação em concurso. Aí trabalhou, lutou e envelheceu, no ministério sagrado.
Na política, pertenceu ao Partido Liberal; exerceu o mandato de deputado provincial por quatro biênios. Como 6º Vice-Presidente da Província do Rio Grande do Norte, assumiu, por pequeno período, o Governo.
Foi presidente, em 1856, da Comissão de Socorros, na epidemia do cólera morbus. Militou  no jornal O Liberal do Norte ( O Liberal ) onde defendeu assuntos relativos à reforma eleitoral, à independência do poder espiritual e do poder civil (Igreja e Estado). A oposição era veemente através do Partido Conservador.
Os movimento políticos vinham sendo planejados e discutidos dentro das Lojas Maçônicas e estimulado pelos seus membros. Olinda era um vulcão político. Uma caixa de ressonância do território nacional. Explode a chamada “Questão Religiosa”, envolvendo, entre outros, o bispo de Olinda, D. Vital, jovem e impulsivo. O Vigário já era filiado à Maçonaria pela Loja Conciliação de Recife. Depois filiou-se à Loja Natalense, após seu reerguimento (1845). Com a fusão, mais tarde, das Lojas Sigilo Natalense e Fortaleza e União na Loja 21 de Março, o Vigário Bartolomeu tornou-se Benemérito e foi Venerável Mestre em sucessivas eleições, até que, no último mandato, em pleno exercício das funções. Morreu suspenso das “Ordens” sacras, mas com o primeiro malhete de sua Loja na mão.
Justas homenagens prestam-se até hoje, Brasil afora. Em Brasília, em época tão conturbada nos meios maçônicos, foi fundada em 2 de novembro de 1979, a Loja Vigário Bartolomeu Fagundes (nº 16) do Grande Oriente do Distrito Federal, hoje sob o nº 2312, Federada ao Grande Oriente do Brasil. A data coincide com a de seu óbito (2/11/1877) para tornar mais autêntica a homenagem.
Ir.´. Valfredo  Melo e Souza

--
Cid Guimarães.'.
M.'.M.'.
Calixto Nóbrega-15 Or.'. Sousa-PB
R.'.E.'.A.'.A.'.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA MULHER PARA A MAÇONARIA

A base da Instituição Maçônica é a fraternidade, por isso reúne os homens em suas Lojas, nas quais reinam a moral, a tolerância e a solidariedade. Porém, a Maçonaria também dedica à família o melhor de suas atenções. E embora a mulher não participe diretamente dos trabalhos maçônicos, não se pode dizer que não lhes presta a sua colaboração, pois, enquanto os maridos se dedicam aos trabalhos da Loja, as esposas se constituem em guardiãs do lar e dos filhos.

Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como à mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família como base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, e se une à sua mulher, e eles dois se tornam uma só carne". (Gn, 2:24).

Os Maçons tributam, portanto, à mulher não somente o respeito que ela merece como mãe, esposa, irmã e filha, mas também pela admiração a que tem direito por ser o ornamento da humanidade, na qual tem exercido um grande papel civilizador e propulsor do progresso dos povos.

Para os maçons, a mulher é a Deusa do lar, é aquela que reúne a família em torno de si, que auxilia o marido, ocupando-se das tarefas do lar e da educação moral dos filhos, a fim de torná-los dignos de serem os homens de amanhã, inspirando-lhes aqueles sentimentos de afetividade e de moral sobre os quais assenta a sociedade. "A mulher sábia constrói o seu lar; a insensata o destrói com as próprias mãos". (Juízes; 14:1).

De fato, não é nas escolas que as crianças aprenderão a sentir o calor dos bons sentimentos. Não é apenas nas escolas que se irá formar o seu caráter e aonde irão aprender a se considerarem irmãos entre sí. É ao lar que esta tarefa cabe exclusivamente, e ela só poderá ser desempenhada pela mulher. "Casa e patrimônio são herança dos pais, e mulher de bom senso é dom de Deus". (Juízes, 31:10).

Depois de DEUS, o único ser onipotente, em nossas vidas é a mulher. Nascemos do útero de uma, morreremos nos braços de outra. Entre um evento e outro, em nome delas construímos a civilização e seus destinos. Nunca chegamos a compreendê-las. A natureza, para nosso alívio, nos poupou dessa missão impossível: cabe-nos apenas amá-las e respeitá-las.

Fui criado dentro da mística machista. Mas confesso que, através da vida, nunca presenciei nenhum fato que me provasse ser o homem realmente o sexo forte. Na escola, do primário à universidade, os primeiros dez (10) lugares da classe, em nota, invariavelmente pertenciam às mulheres.

Pertenço à geração que assistiu à ascensão da mulher no mercado de trabalho. Dói-nos reconhecer, mas o fato é que elas são mais eficientes, esforçadas e determinadas do que nós. Pobre do executivo que, em uma reunião de negócios, topa pela frente com um interlocutor do sexo feminino. A luta é desigual. Quando não nos fulmina com argumentação melhor fundamentada, tratam de derreter nossa intransigência com um simples sorriso. Isso para não citar o extremo e desleal recurso da lágrima, sem dúvida a mais poderoso força hidráulica criada pela humanidade. Apesar de sua inegável superioridade, ainda lhes reservamos, nas organizações, funções quase exclusivamente subalternas.

Se, aos poucos, vão nos superando no campo profissional, desde sempre nos suplantaram na política de vida. São biológica e afetivamente mais resistentes do que o homem: vivem mais tempo do que nós e são capazes de viver sem nós. Quem nos dera poder afirmar o mesmo!

A arena onde os dois sexos medem forças é o matrimônio. O homem o procura em busca de carinho e sentido para a vida. A mulher procura nessa aliança o ninho seguro para criar seus filhos; obviamente, o poder de barganha do homem é muito menos. Acabam restando, nos dias atuais, três tipos de casamento: aqueles que não dão certo; aqueles que a mulher manda e aqueles em que o homem pensa que manda...

A mulher concebe, homem não. E aí esta fundamentalmente, a diferença. DEUS delegou a elas o Dom de reproduzir a vida. E nós nunca as perdoamos por isso. Através dos séculos, as flagelamos, as dominamos, as submetemos justamente para que, dessa forma, pudéssemos camuflar a nossa revolta, a nossa frustração, o nosso inconsciente sentimento de inferioridade. Impusemos a sua virgindade, exigimos a sua exclusividade, trancamo-las, a sete chaves, em nossos castelos. Elas, mais seguras, nunca nos reivindicam nada disso. As mulheres multiplicam a vida, os homens só possuem a sua. "A graça é enganadora e a beleza é passageira, mas a mulher que tem a DEUS merece louvor". (Juízes, 31:30).

A mulher acima de tudo, é MÃE. E não há palavra mais bela, mais suave e mais plena de conteúdo que lábios humanos sejam capazes de pronunciar; ao mesmo tempo pequena e imensa, significa o consolo da aflição, a luz na desesperança, a força na derrota; é o peito onde reclinamos nossa cabeça, a mãe que nos abençoa, o olho que nos protege.

Quer o destino que nossas MÃES cruzem os portões do infinito antes que nós o façamos. E assim, por sabedoria de DEUS, aprendemos a transferir todo o seu significado para nossas mulheres, que são mães de nossos filhos, e para nossas filhas que serão mães de nossos netos. Este é o sentido de nossa existência.

A mulher para nós, MAÇONS, é a maior estrela brilhante neste universo. Tanto é verdade que, quando iniciamos na Ordem Maçônica, nos é entregue dois pares de luvas brancas, sendo um par para nosso uso e o outro para a mulher que mais estimamos. As luvas, na Maçonaria, é símbolo de pureza e de candura e também de inocência. Por isso as luvas devem ser brancas. Usadas pelo homem, devem relembrar-lhe a mansidão e a pureza a que esta obrigado, e aquelas entregues à mulher simbolizam que o Maçom deve ter consideração pelo belo sexo, presenteando-as não à mulher que mais ama, mas aquela que considera mais digna de ser amada. Sem dúvida alguma, a mulher é tudo para nós.
* trabalho publicado na edição nº 195 da Revista "A TROLHA", de Janeiro 2003

Francisco Carlos Silva Torrent,

M.'.M.'., A.'.R.'.L.'.S.'. Fraternidade Riobranquense, Visconde do Rio Branco (MG) - Brasil.